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Composições


O Incessante Martelar em Mim para quarteto de cordas e soprano
Incessante Martelar Em Mim é um mergulho na repetição e no movimento contínuo, um eco persistente que pulsa entre o corda e a voz. Inicialmente concebida para um quarteto de cordas, a obra toma outra direção ao integrar o canto, onde a palavra de Clarice Lispector ganha vida. O ritmo das frases e a sonoridade das palavras, escolhidas como elementos gráficos, constroem a paisagem emocional da peça, marcada por uma tensão que não se dissolve. A repetição das ideias, refletida nas cordas e no canto, se transforma em um martelar incessante, como um fluxo de pensamentos e sentimentos que não cessam, mas se renovam, a cada pulsação.


Behind the Stained Glass for acordeon and eletric guitar
para acordeon e guitarra elétrica


Fragmentos 2 para viola, violoncelo e contrabaixo
Fragmentos 2 dedicado ao Acorda! Coletivo Música. A peça tem algumas citações, levadas e até momentos de improviso livre, prática comum ao grupo.


Resignada Valentia para orquestra sinfônica
Resignada Valentia é uma homenagem à coragem silenciosa — aquela que se ergue não no ímpeto, mas na aceitação lúcida do desconhecido. Inspirada na travessia solitária da velejadora Tamara Klink rumo ao Polo Norte, a peça evoca o frio, o tempo suspenso e a vastidão que envolve o gesto de seguir adiante, mesmo em meio à incerteza. Há na música uma quietude densa, um impulso contido, como quem, em silêncio, encara o abismo com ternura e firmeza. Valentia que não grita, mas permanece.


Nova Tentaviva para piano solo
Nova Tentativa é um gesto de escuta interior, um fluxo musical que nasce do silêncio e se deixa levar por caminhos inesperados. Como um pensamento que insiste em reaparecer, a música se revela aos poucos, entre gestos simples e linhas que se cruzam. Há um desejo de permanência no som que volta, mas também um impulso de transformação. No fim, o que retorna já não é o mesmo, é memória, reverberação de algo que foi e agora é outro. Uma nova tentativa de ser, no tempo da música.


O Universo Primordial - para Tímpanos, Percussão e Tape
Inspirada nos primeiros momentos do universo, a peça é dividida em dois movimentos que dialogam com eventos cósmicos fundamentais. O primeiro, A Era das Trevas, evoca o silêncio e a densidade do universo primordial por meio de sons eletrônicos processados e texturas densas criadas por percussões graves e ruidosas. A “radiação cósmica de fundo” surge como um elemento sonoro difuso e misterioso, marcando a transição para o segundo movimento, O Amanhecer Estelar. Neste, brilhos e timbres agudos, como crotales e glockenspiel, representam o nascimento das primeiras estrelas, criando uma atmosfera luminosa e expansiva. A peça foi construída a partir de gravações realizadas no estúdio Radamés Gnattali e teve como uma de suas inspirações a Carta Celeste nº 15, de Almeida Prado, que também explora musicalmente a ideia de um universo em expansão.


O Olhar para violoncelo solo
O Olhar - para violoncelo solo
Essa peça parte de uma linha melódica central que se fragmenta, se reconstrói e atinge seu clímax na nota mais aguda — a segunda superior.
Entre sul ponticello, trêmolos e pizzicatos, o som se torna gesto: observar, sentir, processar. Um olhar que escuta.
Essa peça parte de uma linha melódica central que se fragmenta, se reconstrói e atinge seu clímax na nota mais aguda — a segunda superior.
Entre sul ponticello, trêmolos e pizzicatos, o som se torna gesto: observar, sentir, processar. Um olhar que escuta.


Reminiscências para Quarteto de Violoncelos
Peça para Quarteto de Violoncelos
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